Abertura do 23º SENPE e 4º SINPE celebra ciência e compromisso com a diversidade dos territórios

  • 9 de julho de 2025
  • Livia

A Universidade Federal de Tocantins (UFT), no campus de Palmas, foi palco, nesta terça-feira (8), da abertura oficial do 23º Seminário Nacional de Pesquisa em Enfermagem (SENPE) e do 4º Seminário Internacional de Pesquisa em Enfermagem (SINPE). Com o tema “Interfaces da pesquisa em Enfermagem na diversidade dos territórios”, o evento promovido pela Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) reúne até o dia 11 de julho profissionais, docentes, estudantes e representantes de movimentos sociais, reafirmando a centralidade da ciência da Enfermagem na construção de uma sociedade mais justa e equitativa.

A cerimônia solene, realizada no auditório Cuíca da UFT, foi iniciada com um momento cultural que celebrou a identidade tocantinense: a dança de mulheres da etnia Xerente, povo que vive a 80 km de Palmas e mantém sua cultura e conhecimentos preservados. Em seu discurso, a presidente da ABEn, Jacinta Sena, destacou a importância do SENPE e SINPE como espaços democráticos de articulação e diálogo, assim como de fortalecimento da ciência em um momento em que a pesquisa é fundamental para o enfrentamento das consequências do aquecimento global e crises sociais e políticas.

Autoridades locais e representantes institucionais também marcaram presença, assim como a presidenta da ABEn Tocantins, Joseane Franco, da coordenadora geral do evento e da diretora da Comissão Científica do 23° SENPE, Thayza Miranda. O momento ficou completo com a Conferência de Abertura proferida pelo físico, duas vezes professor Honoris Causa e atual presidente do CNPq, Prof. Dr. Ricardo Magnus Osório Galvão, que trouxe importantes dados sobre a produção científica brasileira e da enfermagem, e também ressaltou os desafios enfrentados pela pesquisa em nosso país.

Você pode acompanhar a cerimônia no Canal de YouTube da ABEn Nacional, onde o evento foi transmitido: https://www.youtube.com/watch?v=7CN3mblRPMA

Primeiro dia teve oficinas, debates e protagonismo editorial

Antes mesmo da solenidade de abertura, a programação do primeiro dia contou com minicursos, reuniões temáticas e mesas-redondas. Um dos destaques foi o debate “Pesquisa em Enfermagem para produzir e implementar evidências”, que reuniu especialistas do Brasil e de Portugal para discutir a importância do rigor metodológico na produção científica.

Outro momento relevante foi a mesa “Protagonismo da ABEn na divulgação do conhecimento”, com editoras e editores das principais publicações científicas da entidade — como a REBEn, HERE e Editora ABEn — reforçando o papel da produção científica como instrumento de emancipação e transformação social.

Olhar para os territórios

A diversidade regional e a valorização dos saberes locais também permearam os debates do dia, com a mesa “Pesquisar com e na diversidade do território para o campo da Enfermagem como ciência” e o Fórum de Pesquisa e Pós-graduação em Enfermagem, realizado no próprio auditório Cuíca. Essas atividades apontaram para a urgência de fomentar pesquisas comprometidas com os contextos culturais, ambientais e sociais onde a Enfermagem atua.

O que vem por aí

A programação segue intensa nos próximos dias. Na quarta-feira (9), o destaque é o painel sobre a Agenda Nacional de Prioridades em Pesquisa, além de mesas que discutem o cuidado inclusivo, os impactos das pesquisas colaborativas nas políticas públicas e os desafios para a formação de pesquisadores em Enfermagem. O evento também contará com apresentações de trabalhos científicos, rodas de conversa, oficinas e minicursos ao longo da semana.

Com mais de duas décadas de história, o SENPE reafirma, a cada edição, seu papel estratégico na construção de uma ciência comprometida com a vida, com o território e com a justiça social.